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Diário do Nordeste: Projeto garante proteção na Praia da Sabiaguaba

Data: 10/04/2016

Veículo: Diário do Nordeste

Disponível em: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/metro/projeto-garante-protecao-na-praia-da-sabiaguaba-1.1527741


As atividades vão desde a conscientização da comunidade até o monitoramento dos ninhos de tartaruga situados entre a foz do Rio Cocó até a foz do Rio Pacoti

A iniciativa de proteger as tartarugas marinhas presentes no litoral de Fortaleza não é nova, mas parece ter ganhado reforço na última semana. Com permissão do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SisBio), o Grupo de Proteção às Tartarugas-Marinhas, o GTAR, agora está apto para monitorar encalhes, realizar necropsias para identificar causas de morte desses animais, além de acompanhamento da eclosão de ninhos nas praias. Esse trabalho, aliás, já vem sendo desenvolvido na Praia da Sabiaguaba. Só neste ano, segundo dados do grupo, dez ninhos de tartarugas já foram monitorados e dois deles já eclodiram no local.


No entanto, o trabalho vai muito além disso. Como explica o graduando em Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Uece) Rodrigo Rabêlo de Castro Sousa, um dos 27 integrantes do grupo, as atividades vão desde a conscientização da comunidade da Sabiaguaba até o monitoramento dos ninhos de tartaruga situados entre a foz do Rio Cocó até a foz do Rio Pacoti. Elas continuarão a ser realizadas, com a diferença de que agora a coleta de dados para registro dessas tartarugas também é permitida.


Mesmo antes da autorização para monitoramento, o GTAR já desenvolvia atividades junto à Casa Camboa de Sabiaguaba e ao Instituto Verdeluz, referências em educação e cidadania ambiental.


Extensão


Um dos principais motivos para o pontapé inicial do grupo, que conta com projetos de extensão tanto na Universidade Estadual do Ceará (Uece) como na UFC, foi a falta desse tipo de acompanhamento aqui na Capital.


Atualmente, o Projeto Tamar, do Instituto Chico Mendes de BioDiversidade (ICMBio) só atua aqui no Ceará em Almofala, distrito do município de Itarema, por conta da demanda de casos bem maior no local e da falta de um número maior de pessoas habilitadas para realizar o acompanhamento. Agora, são três projetos que o GTAR encabeça: o "Existem tartarugas-marinhas em Fortaleza! Interação com a comunidade para identificar as principais ameaças e traçar planos de conservação e conscientização ambiental", orientado pela professora doutora Sandra Salmito, da Uece; o "Programa Verde Luz de Gestão Ambiental Sustentável", orientado pelo professor doutor Cândido Albuquerque, da UFC; e o "A educação ambiental e a cogestão pesqueira como ferramentas para a conscientização e redução dos impactos causados pela pesca artesanal nas populações de tartarugas-marinhas ocorrentes em Fortaleza", orientado pelo professor doutor Renato César, também da UFC.


Pioneiro


Porém, o GTAR não é o único projeto que tem trabalhado pela causa. A Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos, a Aquasis, por exemplo, é um dos pioneiros em relação à proteção de animais marinhos. Ana Carolina Meirelles, bióloga e coordenadora do programa de mamíferos marinhos da associação, garante que a grande demanda desse animais torna crucial iniciativas como a do GTAR. "É super-importante que apareçam grupos dedicados a conhecer e propor ações de fiscalização para proteger essas espécies", afirma. O grupo já possui uma escala definida de atividades mensais a serem realizadas na Casa Camboa. No entanto, quando não estão no local, fica claro a importância da proximidade com as comunidades vizinhas. Tanto integrantes da Casa como moradores e pescadores da Sabiaguaba têm auxiliado no acompanhamento dessas tartarugas.


"Eles conseguem viabilizar o projeto quando a gente não está por lá, e estão sempre em contato com a nossa área de trabalho. É um apoio muito importante", reitera, ao explicar que existe uma rede integrada de pessoas envolvidas na causa.


Para ele, um dos pontos mais interessantes dessa jornada é possibilitar o contato de pessoas com esses animais, que são quelônios marinhos. (Colaborou Mylena Gadelha)


Preservação


Veja mais conteúdo sobre a proteção das tartarugas marinhas no litoral de Fortaleza pelo grupo GTAR.


Serviço


Para quem deseja entrar em contato com o grupo o e-mail é verdeluzgtar@gmail.com ou pode acessar a página no Facebook - GTARVerdeLuz


Em casos de resgates de tartarugas deve-se contatar o Cetas - Centro de Triagem de Animais Silvestres. O número é (85) 3474-0001

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